Sociedade de artistasMarina Potrich Galeria sedia projeto Cooperarte, que resultará na exposição de trabalhos de 15 criadores em março
29/01/2007
Max MirandaDa editoria do DMRevistaO circuito das artes plásticas em Goiânia adquire, a cada dia, novos espaços para exposições e intenções inovadoras que estimulam a produção e o escoamento das obras. Cada artista escolhe o meio em que a obra se encaixa e a roda das artes não pára. A Marina Potrich Galeria é uma delas, que sedia, a partir desse mês, o Cooperarte, um projeto que reúne trabalhos de 15 artistas.A galeria foi reaberta ano passado com a filosofia de trabalhar com criadores brasileiros e de Goiás. “Estou apoiando a iniciativa, cedendo o espaço da galeria e auxiliando na montagem da exposição”, comenta Marina Potrich, que volta a trabalhar com obras inéditas de Siron Franco.
A marchande afirma que a idéia é criar um mercado novo para colecionadores. “Dar visibilidade aos artistas e harmonizar a cooperação entre eles”, acredita Marina, que inclui: “O projeto amplia o mercado e é uma forma de movimentar a produção que passa por aqui.” Marina analisa que o colecionador e o arquiteto, na elaboração dos projetos, não precisam ir de ateliê em ateliê. “Segundo as intenções do Cooperarte, o grupo de artistas sai ganhando em todas as formas. Um colabora com o outro.” Ela afirma que o projeto dá oportunidade para a arte produzida hoje. “É importante mostrar aos apreciadores e aos olhos atentos da cidade o que tem está sendo criado aqui e agora.”
A artista plástica Fabiana Queiroga, administradora do projeto, conta que, neste momento, cada um participará com duas obras. “É uma oportunidade para a união dos artistas e a propagação de suas idéias e obras”, fala. A data prevista para a exposição coletiva das obras que participam da cooperativa está marcada para o dia 8 de março. Rossanna Jardim, Rodrigo Flávio, Sandro Gomide, Rodrigo Godá, Cristiano Lemes, Marcos Freitas, Zécesar, Eliane Chaud, Luiz Mauro, Tarcísio de Pina, Marcelo Henrique, Telma Alves e Daoglacy são alguns dos nomes do projeto Cooperarte.
Fabiana afirma que a iniciativa é um caminho inteligente para o mercado, além da visibilidade que o trabalho proporciona. “A exposição é o resultado do conjunto. Um panorama atual dos artistas que têm produção constante e expressiva.” Ela observa ainda que o Cooperarte une diversas idéias, que agregam valor e discussão à cooperativa. “É um ponto de partida para outras intenções, outras mostras coletivas e, claro, consolidar o grupo.” Marina Potrich adianta que as obras garantem uma exposição rica em desenho e pintura. “Os artistas convidados têm esse perfil e alimentam suas criações com as duas técnicas.”